15 agosto 2013

Rússia oferece caça de 5ª geração ao Brasil

 

Luiz Padilha

Por  Anton Denisov

O comércio mundial de armas vai até bilhões de dólares, mas poucas dessas ofertas, atraem muita atenção da mídia como  a concorrência para a compra de 36 aviões de combate pelo Brasil. Chamada de FX-2 no Brasil, ela inclui um acordo de produção de outros 84 aviões sob licença.

O interesse da mídia na concorrência cresceu após a presidenta Dilma Rousseff, que foi eleita em 1 de janeiro de 2011, anulou os resultados da concorrência anterior.

Um começo modesto

O núcleo da Força Aérea Brasileira  - FAB, consiste de obsoletos caças F-5 americanos, construídos entre os anos de 1960 e 1970 e 12 Mirage-2000C/D franceses, fabricados na década de 1980. A FAB também tem mais de 50 caças bombardeiros AMX, modelo brasileiro-italiano e cerca de 100 Super Tucano de ataque leve, contra insurgência e aviões de treinamento-piloto desenvolvidos e fabricados no Brasil.

A Força Aérea Brasileira tem uma capacidade de combate abaixo do potencial econômico do país, especialmente considerando o quão difícil está sendo o trabalho para reforçar o seu papel político global.

A primeira concorrência conhecida como FX, foi anunciada em 1999, quando o Brasil planejava substituir os seus obsoletos caças Mirage III com um ou dois esquadrões de aeronaves modernas. O país estava pronto e disposto a gastar até US $ 700 milhões para comprar entre 12 e 24 aviões de combate.

Quase todos os principais fabricantes mundiais de aeronaves participaram da concorrência, oferecendo versões modificadas de suas aeronaves de caça multirole mais popular:  F-16 da Lockheed Martin, o Mirage-2000BR, um 2000-5 que seria feito com especificações brasileiras, o Gripen JAS-39 da Suécia e o MiG-29SMT Fulcrum daRússia.

O fabricante do maior caça da Rússia, a Sukhoi, também tem interesse no mercado brasileiro e planejava oferecer o caça Su-35, um modelo inicial do Su-27 Flanker-E/F. No entanto, os franceses estavam bem cotados para ganhar essa concorrência.

Um crescente apetite

Mas, devido a problemas econômicos, a concorrência nunca se materializou. O Brasil optou por comprar provisoriamente 12 caças Mirage-2000C/D usados, permitindo-lhe adiar toda a questão da substituição até 2007.

Por esse tempo, o apetite do Brasil tinha crescido. Ele já não queria apenas para substituir o obsoleto Mirage III, mas também o F-5 e AMX aviões, e também aumentou sua meta de aquisição de 12 e 24 para 120 aeronaves. Desse número, 36 eram para compra direta e o restante fabricado sob licença no Brasil.

Uma vez que o preço do contrato subiu para US $ 6 – $ 10 bilhões, todos os fabricantes correram e passaram a oferecer ao Brasil os aviões mais novos. Os Estados Unidos que tinha oferecido caças F-16, também ofereceu o mais recente modelo de seus aviões de combate, o F/A-18E/F Super Hornet. A França, que não produz mais o Mirage 2000, lançou o Rafale. Um consórcio de três empresas europeias colocaram o Eurofighter Typhoon na mesa, enquanto a sueca Saab, mais uma vez ofereceu seu JAS-39.

A Rússia, por sua vez, revelou seu mais recente projeto, o Sukhoi Su-35 Flanker -E (anteriormente o Su-27M).

A concorrência era para ser ganha por qualquer participante que estivesse disposto a oferecer ao Brasil a tecnologia, isto é, a possibilidade de produzir mais aviões sob licença, com vista a melhorar a sua indústria de aeronáutica.

Os fabricantes europeus lideraram a corrida, enquanto a oferta dos EUA foi prejudicada pelas dificuldades para partilhar a sua experiência e know-how técnico.

A razão da saída da Rússia da concorrência foi mais complicada: o Brasil esperava comprar caças Su-35BM em troca de produção autorizada pela Embraer de aeronaves civis na Rússia. No entanto, isso teria um impacto negativo sobre o projeto da Sukhoi , o Sukhoi Superjet 100, e foi, portanto, eliminada.

A 5ª geração de caças

A segunda concorrência, o FX-2 teve um colapso devido aos preços exorbitantes dos caças europeus. Como resultado, o novo governo do Brasil tomou duas decisões: primeiro, que vai realizar ainda uma outra concorrência e segundo, entre outras opções, a Força Aérea deve considerar a compra do caça Su-35BM da Rússia.

Analistas dizem que a possibilidade de o Brasil comprar um avião da Sukhoi poderia empurrar as empresas europeias a serem mais flexíveis sobre os seus preços e até mesmo estimular os americanos a considerar uma transferência de tecnologia. No entanto, o Su-35BM ainda pode ganhar o concurso, especialmente porque, desde 2007, seu prestígio foi impulsionado pelo seu bom desempenho em testes e produção em massa para a Força Aérea Russa.

Em cima disso, a reputação da Sukhoi em toda a América Latina cresceu após a compra dos Su-30MK2 pela Venezuela.

O argumento final em favor da Rússia é o T-50, também conhecido como o PAK FA, que é a quinta geração de caças que a Sukhoi está desenvolvendo atualmente.

Rumores de que a Rússia e o Brasil podem unir forças em um avião de caça de quinta geração apareceu pela primeira vez na primavera passada, e não foram refutadas. A Rússia e a Índia são supostamente prontas para criar uma joint venture para fabricar o caça T-50 e a cooperação russo-brasileira nesse campo é agora uma possibilidade muito real, especialmente considerando as relações amigáveis dos dois países.

O fornecimento dos aviões Su-35BM, incluindo equipamentos e materiais de 5ª geração, poderia ser o primeiro passo para entregar o T-50. Se a Rússia faz esta oferta, é quase garantido que  vença a concorrência.

O T-50 é o principal rival do F-22 dos EUA, que atualmente não está sendo exportado e não existem outros caças similares no mercado, com exceção do J-20 da China e os especialistas continuam divididos sobre as suas vantagens.

As opiniões expressas neste artigo são do autor e não representam necessariamente as da RIA Novosti.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

NOTA DO EDITOR: Grifamos uma parte do texto que mostra a visão estrangeira sobre nossa Força Aérea.

Fonte : defesaaereanaval

14 agosto 2013

Reflexão do dia…

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Transtorno Bipolar

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Anorexia Sexual. Você sabe o que é isso?

 

Janaína Ávila

“Vai passar. Quem é que nunca ficou sem vontade de fazer sexo?” É isso que se diz até sem querer. Mas depois essa pergunta também tende a sumir. “O corpo pára de desejar. A mente de imaginar”. A sexualidade mergulha em um oceano escuro e deixar de mandar e receber sinais. Os pesquisadores chamam isso de anorexia sexual.

Seria a parte mais baixa de uma curva que mede o desejo sexual, durante a qual a mulher deixa de ter vontade de fazer sexo e não apenas isso, deixa de sonhar e fantasiar e passa a não conseguir nem mesmo ser receptiva às tentativas de aproximação do companheiro.

Sexo e comida são ligados por um fio muito fino: assim como existe a anorexia alimentar, existe também aquela sexual. Muitas pessoas sofrem deste mal e nem chegam a se dar conta. Este distúrbio para o casal é uma bomba destrutiva. Acontece que um dos dois deixa de ter desejo, a intimidade diminui assim como qualquer contato físico sem intenções sexuais, como demonstrações de afeto, carícias, abraços, beijos e etc. O corpo do outro não inspira mais paixão e o próprio não é mais percebido como algo que pode despertar o desejo no parceiro. O resultado? O parceiro começa a pensar que deixou de ser importante, que não é desejável, se torna inseguro, perde a confiança nos próprios dotes e começa a procurar fora da relação gratificações. Vocês conseguem imaginar o sentimento de desilusão e decepção?

O sexo é uma atividade que se reforça com a prática e abandonar-lo significa entrar em um círculo vicioso no qual fica muito difícil recuperar o tempo perdido. Quem sofre de anorexia sexual passa de animal sexuado a ser um animal assexuado. A doença é uma resposta errada à nossa natureza como ser humano. O homem é um animal sexuado e por isso é sensível ao sexo permanentemente, 365 dias por ano.

Na origem deste distúrbio estão causas complexas e mais diferentes entre si. Se não se encontram problemas de natureza orgânica e psíquica, a queda no desejo sexual pode ser culpa da dinâmica da relação do casal. A sexualidade é condicionada pela qualidade da relação que aparentemente não têm nada a ver com o sexo.

Algumas doenças, desequilíbrios hormonais, remédios, amamentação, cansaço psicofísico, períodos negros nos quais os objetivos e stress (muito trabalho, crianças pequenas e etc.) absorvem completamente o individuo, depressão… Todas estas coisas podem ser apontadas como causas de uma anorexia sexual. E tudo tende a ficar pior se existem problemas de relacionamento entre o homem e a mulher.

Quando a comunicação e a intimidade vacilam, a primeira vitima é a sexualidade, principalmente aquela da mulher. Conviver com um partner pouco sensível e introvertido é agonizante e frustrante, e é nestas condições que a sexualidade acaba sendo inibida. A mulher vive o sexo de uma maneira mais emotiva em relação ao homem, então quando esta não se sente o suficiente amada, entendida e apreçada, reage se distanciando sexualmente. Ás vezes, incompreensões, cansaço e nervosismo amplificam todos os problemas.
As mulheres que sofrem anorexia sexual, geralmente são aquelas muito inteligentes, extremamente sensíveis e com um culto pela perfeição estética.

São aquelas Marias que costumam dizer: “Se ele me quer, se quer o meu corpo, deve passar pela minha alma e enfrentar a minha mente”. A mulher que vive na falta de desejo sexual pode ter momentos de bulimia erótica que não equivaleria a uma superação do problema, mas sim a uma ação desesperada, para se liberar da angustia da situação.

O hábito de reconhecer, comunicar e desejar resolver um problema de origem sexual, a inquietude e insatisfação com a vida sexual é uma conquista relativamente recente. Foi alcançada com a consciência do quanto uma vida sexual satisfatória seja importante para o equilíbrio e saúde psicofísica de um casal e para o seu crescimento em harmonia e serenidade.

Fonte: http://www.dasmariasblog.com/

WhatsApp: entenda as setas verdes nas mensagens e evite brigas

 

Ana Ikeda
Do UOL, de São Paulo

 

  • ''Tiques'' verdes do WhatsApp indicam que mensagens foram entregues, e não lidas

    ''Tiques'' verdes do WhatsApp indicam que mensagens foram entregues, e não lidas

Quantos desentendimentos e cobranças em vão já devem ter ocorrido entre namorados, amigos e parentes por algo tão pequeno (e erroneamente interpretado): os símbolos verdes de "tique" ao lado da mensagem no WhatsApp. Muita gente pensa que essa marca significa que a mensagem foi lida, quando na verdade indica apenas que ela foi entregue no celular da pessoa.

Segundo a seção de "Perguntas e respostas" do WhatsApp, as marcas verdes têm dois significados:

Um "tique": mensagem entregue ao servidor. Significa que ela chegou à "central" do WhatsApp. A mensagem ainda não foi entregue ao destinatário. Para listar os possíveis motivos de isso ter acontecido, o aplicativo cita algumas situações:

- O telefone do destinatário pode estar desligado ou sem bateria.

- Ele pode estar dormindo, especialmente se estiver em outro fuso horário.

- Ele pode não estar conectado à internet (estar em elevador, em roaming ou sem créditos de dados).

- Ele pode ter visto a notificação na tela, mas não abriu o aplicativo para confirmar o recebimento da mensagem (muito comum no caso de destinatário com iPhone).

- Ele pode ter bloqueado você.

Dois "tiques": mensagem entregue ao telefone de seu parceiro de conversa. Não significa necessariamente que o destinatário leu a mensagem, apenas que ela chegou ao celular dele. Repetindo, de outra forma: o celular pode estar dentro do bolso ou da bolsa, a mensagem está ali no aplicativo, mas a pessoa não leu.

O WhatsApp explica ainda que no caso de mensagens em grupo, a pessoa sempre verá apenas um "tique" (o que indica que a mensagem foi entregue ao servidor).

Outras indicações mal-interpretadas
No alto da tela do chat, o WhatsApp indica o horário em que aquele contato foi visto pela última vez. Muitas pessoas interpretam isso como "ele esteve aqui tal horário e não leu a mensagem que enviei nesse mesmo horário".

O "visto pela última vez", segundo a própria empresa, indica o horário em que o contato saiu do WhatsApp. Se você enviou a mensagem e ela não foi respondida, a pessoa simplesmente pode não ter aberto a tela do seu chat: ela saiu do aplicativo sem ler o que você enviou.

Não é possível desligar essa marcação. Se você não quer ser "visto pela última vez" por alguém, deve bloquear esse contato. 

Por último, o aplicativo permite que você escolha se quer ver ou não a hora em que as mensagens foram enviadas ou recebidas. Ela aparece bem pequena ao lado dos balões do chat. De novo, isso não indica que "a pessoa leu a mensagem tal horário", só qual hora ela foi entregue no celular do destinatário.

Então, para ter sossego, evite ficar comparando esse horário ao do "visto pela última vez": eles têm significados diferentes.

 

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br

'Matei 255 pessoas e não me arrependo', diz ex-atirador americano no Iraque

 

Pablo Uchoa

O atirador de elite Chris Kyle posa para foto em ação no Iraque (Cortesia: William Morrow/ HarperCollins)

Chris Kyle lutou no Iraque como oficial Seal - em terra, mar e ar

Ele diz ter matado 255 pessoas no Iraque e garante que não se arrepende.

"A lenda", "o exterminador" e "o diabo de Ramadi" são apenas algumas alcunhas pelas quais o atirador de elite reformado Chris Kyle ficou conhecido entre os colegas.

Entre 1999 e 2009, o então oficial do pelotão Charlie, terceiro grupo da força Seal da Marinha americana, construiu para si uma temida reputação como o atirador mais letal da história da corporação.

Oficialmente, o Pentágono registra 150 mortes no seu nome – o que em si já representa um recorde em relação ao anterior, de 109, até então mantido por um atirador durante a Guerra do Vietnã.

Entretanto, Kyle afirma que sua contagem é maior. Só na segunda batalha de Fallujah, no fim de 2004, diz, tirou a vida de 40 inimigos.

Em um livro da editora HarperCollins que chega às livrarias americanas, American Sniper - "Atirador de elite americano", em uma tradução livre e literal – ele relata com detalhes o seu trabalho em quatro viagens de combate ao Iraque.

"Adorei o que fiz. Ainda adoro. Se as circunstâncias fossem diferentes – se minha família não precisasse de mim – eu voltaria em um piscar de olhos", escreve o atirador.

"Não estou mentindo nem exagerando quando digo que foi divertido."

'Dever'

A narrativa é clara – "crua", até, como definiu um crítico literário americano – e deixa entrever a complexa e tensa psicologia da guerra.

Kyle relata como ao longo da carreira deixou de hesitar ao mirar nas suas vítimas e passou a desempenhar melhor suas funções sob fogo cruzado.

Sua companhia Charlie foi uma das primeiras a desembarcar na Península de al-Faw no início da chamada Operação Liberdade, iniciada em 20 de março de 2003 pelo então presidente dos EUA, George W. Bush.

No fim daquele mês, na área de Nasiyria, os oficiais Seal aguardavam em um povoado iraquiano a chegada dos marines, fuzileiros navais americanos, que se aproximavam.

No topo de um edifício, Kyle conta que ele e outros oficiais de seu pelotão tinham como objetivo oferecer cobertura para os fuzileiros.

Quase todos os moradores se trancaram em suas casas, de onde assistiam a tudo por detrás das cortinas. Apenas uma mulher e uma ou outra criança se movimentavam na rua.

Quando os marines se encontravam a certa distância, a mulher tirou um objeto amarelado de sua bolsa e caminhou em direção aos militares.

"É uma granada! Uma granada chinesa", disse o chefe de Kyle. "Atire."

Ao vê-lo hesitar, o chefe repetiu: "Atire!"

Kyle puxou o gatilho duas vezes, a "primeira e única vez" em que matou uma pessoa no Iraque que não fosse homem e combatente.

"Era meu dever. Não me arrependo", escreve. "Meus tiros salvaram vários americanos cujas vidas claramente valiam mais que o daquela mulher de alma distorcida."

"Posso me colocar diante de Deus com uma consciência limpa em relação ao meu trabalho."

Ódio

O atirador de elite Chris Kyle durante a Batalha de Fallujah (Cortesia: William Morrow/ HarperCollins)

Kyle faz mira durante a segunda Batalha de Fallujah, onde matou 40

 

O americano do Texas, que aprendeu com o pai a atirar ainda na juventude e virou um boiadeiro de destaque, se converteu em mestre em uma das funções mais controversas em conflitos armados.

Na 2ª Guerra Mundial, atiradores de elite eram considerados assassinos em série. O recordista mundial de mortes é um atirador finlandês que naquele conflito tirou 475 vidas russas durante a invasão da Finlândia pela então União Soviética.

Na guerra contemporânea, onde a precisão é valiosa, esses especialistas ganharam status especial. Kyle se orgulha de ter matado um homem a uma distância de 2.100 metros no subúrbio xiita de Sadr City, nos arredores de Bagdá, em 2008. "Deus soprou aquela bala que o atingiu", escreve.

O recorde mundial nesse quesito é mantido por um atirador britânico que alvejou um inimigo a quase 2,5 quilômetros no Afeganistão em 2009.

Assassinatos a tiro cometidos por sociopatas e psicopatas – como o de Washington, em 2002, ou da ilha de Utoeya, na Noruega, no ano passado – reforçam uma imagem de frieza desses profissionais.

Entretanto o que as páginas de Washington Sniper revelam com candura é um ódio profundo que Kyle nutriu pelo Iraque ("o lugar fedia como um esgoto – o fedor do Iraque é algo a que nunca me acostumei") e por seus inimigos.

"Verdadeiramente, profundamente odeio o mal que aquela mulher (sua primeira vítima) possuía. Odeio até hoje", escreve o militar.

"Mal selvagem, desprezível. É isso que estávamos combatendo no Iraque. É por isso que muitas pessoas, incluindo eu, chamavam os inimigos de 'selvagens'."

'Diabo'

O atirador de elite Chris Kyle com a esposa (Cortesia: William Morrow/ HarperCollins)

Kyle disse que deixou o Iraque 'para salvar o casamento', mas tem saudades

As quatro participações de Kyle em combates lhe renderam prestígio e fama. Os insurgentes iraquianos o batizaram de al-Shaitan ("o diabo") e colocaram, em um sentido inclusive literal, a sua cabeça a prêmio.

O militar diz que sua fama de matador mais eficiente da história das Forças não é de grande importância.

"O número não é importante para mim. Apenas queria ter matado mais gente. Não para poder me gabar, mas porque acho que o mundo é um lugar melhor sem selvagens à solta tirando vidas americanas."

Reformado de sua função em 2009, ele hoje vive no Texas, onde é diretor de uma empresa que presta serviços para as Forças Armadas americanas, treinando atiradores de elite.


Fonte: http://www.bbc.co.uk/

NA MIRA DO ANJO DA MORTE

 

Kyle em ação, durante a guerra do Iraque

A MULHER QUE PASSEIA pelas ruas de Nassíria, a 370 km ao sul de Bagdá, parece inofensiva. Ela caminha vagarosamente, observa o movimento na rua até seus olhos encontrarem um grupo de fuzileiros navais americanos. Repentinamente, sua expressão muda, os passos aceleram e ela saca uma granada, pronta para explodir.

Mas seus movimentos são acompanhados pela mira do atirador Chris Kyle, um novato nessa arte, estrategicamente posicionado no alto de um prédio. O garoto não havia sido treinado para matar mulheres, mas recebe a ordem de seu comandante. “Atire!” Kyle titubeia. Será que isso é certo? O comandante repete: “Atire!” Uma pressão de leve no gatilho, a mulher cai. A granada explode. Um novo tiro se segue. “Eu odeio o fato de ela ter me colocado naquela situação em que eu tive de atirar”, explica à Status. “Foi meu primeiro tiro no Iraque, e eu tive de tirar a vida de alguém. Não só tive de vencer uma batalha interna para decidir se eu era mesmo capaz de matar alguém, como, para piorar, ainda era uma mulher”. Essa cena se passou em 2003 e, de lá para cá, Kyle, 37 anos, nunca mais vivenciou um dilema como esse. Pelo contrário, se tornou uma máquina de matar: segundo sua contagem, 255 pessoas sucumbiram à sua implacável mira. De acordo com registros oficiais do Pentágono, entretanto, foram 150. Qualquer que seja o número, Kyle é, indiscutivelmente, o atirador mais letal das Forças Armadas dos Estados Unidos, uma espécie de anjo da morte, idolatrado no Exército e personagem central do livro American sniper, lançado no mês passado, em que reúne suas memórias.

Status conversou com esse personagem para entender o que se passa na cabeça de um homem com tantas mortes nas costas. Algum remorso? “Matei pessoas que eram do mal”, diz Kyle. “Quando eu for me encontrar com Deus, há muitas coisas pelas quais vou ter de responder. Ter matado aquelas pessoas não é uma delas”, completa o oficial, sem qualquer pudor em apresentar uma consciência tranquila. Kyle é um atirador de elite das forças especiais Seal – uma combinação das palavras sea, air e land, ou mar, ar e terra, em alusão aos terrenos onde combatem – da Marinha dos EUA. Sua companhia, Charlie, foi uma das primeiras a desembarcar na península de Al Faw, no fim de março de 2003, na primeira fase da guerra decretada pelo então presidente, George W. Bush. Na época, seu primeiro filho tinha acabado de nascer. Kyle, um texano que aprendeu a usar um rifle aos oito anos de idade, atuou como atirador no Iraque em quatro missões, ao longo de cinco anos. Na última, em 2008, era pai recente de uma menina.

Medir a distância. Calcular o ângulo. Observar o vento. Manter a disciplina. “Se vou matar alguém, espero um dia, uma ou duas semanas”, conta Kyle

Kyle não parece o tipo durão que povoa o imaginário em relação aos Seals. Afinal, foram soldados dessa divisão que liquidaram o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden. Foi o sexto grupo dessa força especial, o Team 6, que invadiu, em maio passado, uma residência no Paquistão e matou o mandante dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York. Mas, ao telefone, Kyle é o oposto disso.Ele é moderado, educado e extremamente respeitoso, costuma usar as expressões muito usais entre militares (“yes, sir”; “no, sir”). Desde jovem, diz Kyle, nutriu dois sonhos na vida: tornar-se caubói de profissão ou soldado. Foi peão até um acidente sério com um touro lhe tirar a perspectiva de futuro na competição. A pedido dos pais, entrou para a faculdade. Viu essa fase da vida como um período para beber e se divertir, antes de abraçar a guerra. Aos 24 anos de idade, achou que estava na hora de defender seu país.

Exterminador
“Defender” é uma palavra quase inapropriada para uma guerra assimétrica como foi a do Iraque. Não que as tropas ianques tenham ido a passeio: Fallujah, Ramadi e Sadr City viram algumas das mais sangrentas batalhas da guerra, cortesia da insurgência iraquiana. Kyle esteve lá e deixou sua marca. Na primeira, contou 40 insurgentes mortos por seu rifle; na segunda, aterrorizou o inimigo de tal maneira que ganhou o apelido de “Diabo de Ramadi”. Conhecido pelos colegas como “A Lenda” e “O Exterminador”, fez tanto estrago que os inimigos iraquianos colocaram uma recompensa de US$ 80 mil pela sua cabeça. Um de seus colegas chegou a receber um valor maior, o que o deixou – acredite – levemente enciumado. O tempo mostrou, porém, que não havia motivos para isso. Kyle é um matador equiparado aos mais selvagens dos animais – não pelo seu estilo, mas pela técnica.

Kyle (sem camisa) aos quatro anos, posa com um rifle

Saber atirar bem é apenas uma pequena parte das habilidades necessárias. O mais importante, explica, é manter certa intimidade com a presa: observar como se move, como se comporta, seus trejeitos. Medir a distância. Calcular o ângulo. Observar o vento. Manter a disciplina. “Se vou matar alguém, espero um dia, uma ou duas semanas”, conta Kyle. Psicologicamente, os atiradores de elite são como soldados perfeitos, matadores convictos. Uma bala, uma vida. Uma impressionante estatística indica que, durante a Guerra do Vietnã, a infantaria americana disparou cerca de 50 mil tiros para cada soldado vietcongue derrubado. Os atiradores de elite registraram uma média de 1,39.

“Na hora, você precisa deixar de lado o viés humano e pensar que o inimigo é do mal”, ensina Kyle. “Você precisa salvar alguém, fazer aquilo e ir embora.” Ele alude ao fato de, curiosamente, os atiradores de elite estarem em uma função defensiva por natureza. Na guerra urbana, como em Bagdá ou Fallujah, a posição típica de um sniper é no topo de um edifício, de onde pode adotar uma visão privilegiada e dar cobertura aos soldados que estão no chão. Como todo atirador, Kyle foi treinado para pensar dessa forma, o que talvez explique a tranquilidade com que fala de seu currículo. “Para mim, ser um atirador não significa matar pessoas, porque na maioria das vezes eu estava protegendo outras”, resume. Indagado se todas as suas vítimas mereciam mesmo o trágico destino, ele é enfático. “Sim, definitivamente. Foi culpa deles. Eles estavam tentando perpetrar violência contra os soldados americanos, civis iraquianos ou aliados dos EUA. Tive de matá-los”.

Kyle com seus colegas de exército

Enviado divino
Mas ninguém vai parar na tropa de elite – e ainda mais na tropa de elite da Marinha americana – por acaso. Kyle gosta de guerra. “Quando você é pago para matar alguém, começa a ficar criativo”, diz ele em suas memórias. Uma de suas maiores proezas foi ter alvejado o inimigo a quase 1,5 km de distância, do outro lado de um pântano à beira do rio Eufrates, nos arredores de Fallujah. O tiro deixou seus colegas embasbacados. “Deus soprou aquela bala”, diz ele. Um enviado divino? “Não quero dizer que Deus matou aquele homem, apenas que tive muita sorte. O Sol, a Lua e as estrelas se alinharam e eu consegui acertar um tiro que jamais conseguiria”. Anos depois, conseguiu novamente. A quase 2 km de distância, quando um corpo humano não passa de uma silhueta mesmo em uma mira poderosa, Kyle derrubou um homem que se preparava para lançar um foguete contra um comboio americano. “Levou uns quatro ou cinco segundos para a bala sair do meu rifle e atingir o homem”, descreve Kyle. Foi um recorde pessoal – o recorde mundial para um tiro de sniper é cerca de 2,5 km.

Em abril de 2008, em sua quarta viagem ao Iraque, beirando as 200 mortes, Kyle se sentia invencível. Mas uma noite em Sadr City, um subúrbio pobre nos arredores de Bagdá, o fez mudar de ideia. Passava da meia- noite e o atirador fazia parte de um grupo de cerca de 30 militares que, obedecendo às ordens dadas contra todo bom-senso, caminhava pelas ruas estreitas de uma favela. Kyle e seus colegas se aproximaram de uma casa e pediram que um homem abrisse a porta. Mas o homem correu. Os militares arrebentaram o portão e entraram para vasculhar a casa. Os dois primeiros andares estavam vazios. Ao chegar ao terceiro piso, um quarto cuja sacada dava para a rua, Kyle parou na soleira para deixar os colegas passarem. Naquele momento, uma explosão balançou a sala. “Granada!”, alguém gritou. À distância, insurgentes utilizavam um lançador para o ataque.

Os soldados se reagruparam. Balas cruzavam os ares de Sadr City. As paredes da casa eram muito finas para aguentar o ataque. “Para fora!” Quando os soldados saíram à rua, uma bomba explodiu, fazendo o chão tremer. Os ouvidos zumbiam. Quando tentou invadir outra residência para se esconder, um tiro atingiu Kyle na cabeça. “Foi minha primeira noite em Sadr Cit e parecia que seria a última na Terra”, relembra. Por sorte, a bala pegou no capacete, ricocheteou nos óculos de visão noturna e escapou. Mal tentou se levantar, Kyle foi atingido por uma rodada de tiros nas costas, que foram contidos pelo colete à prova de balas. Dois tiros na mesma ação, duas vezes renascido. Foi a primeira vez que o atirador percebeu, de verdade, que era mortal. Passou a sofrer de pressão alta e vivia psicologicamente abatido. Naqueles últimos dois anos, a guerra havia lhe cobrado seu valor de face. Em 2006, seu pelotão já havia perdido dois soldados, que para Kyle eram como irmãos. Marc Lee havia sido baleado durante uma batida noturna a uma casa, e Ryan Job perdera a visão quando um tiro de sniper atingiu seu rifle e mandou estilhaços que lhe penetraram o olho. Morreu alguns anos depois por complicações de uma operação. Kyle estava ao lado dos dois quando os incidentes aconteceram. Até hoje, fica monossilábico quando fala deles. “Yes, sir; no, sir”. O tom fica embargado e os detalhes desvanecem.

Mas não foi o estresse do trabalho que o fez decidir abandonar a guerra. A pressão veio mesmo de casa: sua filha recém-nascida havia sido diagnosticada com leucemia e podia morrer a qualquer momento (o diagnóstico, porém, foi revisto depois, e a doença, descartada). O caubói atirador, para quem o lema Deus-pátria-família era o que mais lhe importava na vida, precisava mudar a ordem de suas prioridades. Ele diz que, agora, “a família está firmemente acima do país”. Ainda assim, o retorno não foi fácil. “Eu achava que ia voltar para casa e que esse seria o momento mais feliz da vida, mas, na verdade, Taya estava levando a vida dela e a casa. E de repente chega esse estranho”, conta. Mais de três anos depois, a agitação inicial e o estresse com os pequenos obstáculos cotidianos passaram, e hoje ele dá aulas de tiro para novos iniciantes. Mas o “diabo de Ramadi” confessa que ainda tem pesadelos – não com as 255 “presas”, que fique bem claro. “Tenho pesadelo com as pessoas que eu não consegui salvar”, diz. Será?

Na guerra urbana, a posição típica de um Sniper é no topo de um edifício, de onde pode adotar uma visão privilegiada e dar cobertura aos soldados que estão no chão

“Você  precisa tirar um pouco o lado humano da coisa e a que eles são o mal”

De sua casa, no Texas, o atirador Chris Kyle conversou com a Status. Acompanhe alguns trechos da entrevista:

Como é que você lida com o fato de ter matado tanta gente?
Tento não ver a coisa como matar gente, porque na maioria das vezes eu estava protegendo outras pessoas. Você precisa tirar um pouco o lado humano da coisa e pensar que eles são o mal.

E você tem certeza de que entre esses não havia civis?
Absoluta. Para eu dar um tiro, eles precisam estar cometendo um ato de violência ou se preparando para isso, fosse contra um americano, um aliado ou contra a população iraquiana. Eu estava ali para proteger as pessoas.

Então, quando você mata, a culpa é do alvo?
Sim, definitivamente. Ele estava tentando perpetrar violência contra os soldados americanos, civis iraquianos ou aliados dos EUA.

Qual o peso do lado psicológico no momento de atirar?
O mais importante é a capacidade de observar, de aprender sobre o ambiente ao seu redor, ver quem se comporta fora do normal. Você precisa estudar a situação. Se não consegue justificar 100% o tiro, então não dispare.

Você não tem pesadelos? Essas mortes não perturbam o seu sono?
Tenho pesadelos, mas não por causa das pessoas que matei, e sim pelas que não pude salvar. Quando seus irmãos morrem do seu lado, você leva isso para a vida toda.

O que o levou a escrever o livro?
Eu queria falar para um público mais amplo, sobretudo para os civis, para que soubessem das dificuldades que os militares enfrentam nas guerras. O livro não é sobre minhas proezas militares. Quem me critica por escrever esse livro é porque não o leu.

E o que acha das críticas à guerra do Iraque?
Nos alistamos não por uma questão política, mas porque somos patriotas. Há muitos militares que não concordam com tantas guerras, mas nós não decidimos aonde vamos. Quem não gosta, que vá criticar o Congresso, os políticos.

Fontes: http://www.revistastatus.com.br

Samsung é processada em R$ 250 milhões por más condições de trabalho

 

Ministério Público investigou fábrica da empresa na Zona Franca de Manaus.

Por Felipe Demartini em 13 de Agosto de 2013

Samsung é processada em R$ 250 milhões por más condições de trabalho(Fonte da imagem: Reprodução/Repórter Brasil)

O Ministério Público do Trabalho iniciou uma ação de indenização contra a Samsung no valor de R$ 250 milhões. O processo por danos morais coletivos diz respeito à fábrica da companhia na Zona Franca de Manaus, onde foram identificadas más condições de trabalho, como jornadas exaustivas e horas-extras que ultrapassam o limite permitido.
Na ação, por exemplo, contam casos como o de um funcionário que trabalhou mais de 15 horas seguidas em um único dia ou outro que passou 27 dias sem uma única folga. Além disso, são relatados problemas relacionados a esforço repetitivo e o fato de muitos empregados passarem dez horas em pé, enquanto trabalham na linha de montagem de smartphones, televisores e aparelhos de ar-condicionado.
O Ministério Público aponta também que a planta da Samsung em Manaus apresenta um índice de adoecimento acima da média, com mais de dois mil pedidos de afastamento no ano passado devido a doenças relacionadas ao trabalho. E os dados são ainda mais agravantes, já que a análise da instalação prevê que pelo menos 20% dos funcionários da fábrica irão desenvolver problemas do tipo até 2018.

Produção em série

A ação foi baseada em duas fiscalizações realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego entre 2011 e 2013. O relatório constatou que os funcionários da fábrica da Samsung realizam cerca de três vezes mais movimentos por minuto que o limite seguro, constatado por estudos ergonômicos.
Além disso, foram levantados dados de tempo sobre o funcionamento da linha de montagem, que mostra a exigência por tempo e velocidade imposta pela fabricante sul-coreana. Por exemplo:

  • Um funcionário tem seis segundos para colocar carregador, fones de ouvido e dois manuais de instrução em uma caixa. A tarefa é repetida 6800 vezes por dia, em média;
  • Uma televisão é embalada em caixa de papelão a cada 4,8 segundos;
  • A montagem de um smartphone é compartilhada por diversos empregados em uma linha de montagem e dura 85 segundos;
  • O mesmo processo, mas para um ar-condicionado, dura menos de dois segundos.

Indenização

O Ministério Público justifica a ação no valor de R$ 250 milhões afirmando que o total, por mais que pareça excessivo, é equivalente ao que a Samsung lucra ao redor do mundo. Além disso, o órgão aponta que se o montante fosse dividido em todos os funcionários que moveram ações individuais, cada um receberia R$ 44 mil, um valor próximo ao dos processos que estão sendo movidos na Justiça do Trabalho do Amazonas.
O procurador Illan Fonseca vai além e afirma que a Samsung onera o Estado duplamente. Primeiro ao receber isenções fiscais e abatimentos no Imposto de Renda como incentivo por estar instalada na Zona Franca de Manaus. E segundo por gerar um alto índice de afastamento, que precisa ser bancado pelo INSS.
A Samsung, até o momento, não respondeu à imprensa sobre a ação.

Fonte: Repórter Brasil

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/samsung/43159-samsung-e-processada-em-r-250-milhoes-por-mas-condicoes-de-trabalho.htm#ixzz2bwLZJMr5

09 agosto 2013

Holmes e Dr. Watson vão acampar.

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Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho deitam-se para dormir..
Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas..
Holmes então pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto e depois enumera:

1) Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, bilhões de planetas.
2) Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3) Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4) Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5) Metereologicamente, suspeito que teremos um lindo dia amanhã. Correto?



Holmes fica um minuto em silêncio, então responde:

- Watson, seu imbecil! Significa "apenas" que alguém roubou nossa barraca!
Conclusão:

"A VIDA É SIMPLES... NÓS É QUE TEMOS A MANIA DE COMPLICAR."

 

Momento Poesia

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Mofo no alimento

Se tirarmos a parte mofada do alimento, ainda podemos comê-lo?

POR KARLLA PATRÍCIA

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“Sempre que algum alimento mofa, como o pão, por exemplo, a gente tem o hábito de tirar o pedaço mofado e comer. E se o pão for torrado, podemos comer? Isso está certo?”

De jeito nenhum, pois o bolor visível na superfície do alimento é como se fosse apenas a ponta do iceberg. O bolor nada mais é do que fungos compostos de três partes: filamentos de raiz, que penetram no alimento; um caule, que sobe à superfície; e esporos, que se formam no final do caule. Isso significa que quando o caule estiver visível, os filamentos da raiz, chamados de hifa, já estarão totalmente incrustados no alimento, então nem pense em comer.

Alguns tipos de bolor podem causar fortes reações alérgicas, incluindo problemas respiratórios em pessoas mais suscetíveis. Em outras variedades, os filamentos da raiz produzem substâncias tóxicas chamadas de micotoxinas que podem ocasionar doenças graves. Torrar o pão mofado mata o fungo, mas, na maioria das vezes, não inativa a toxina produzida por ele, pois esta é resistente ao calor.

O bolor pode estar presente na forma de pontinhos verdes espalhados pelo pão ou em outros alimentos com diferentes aparências: tapete cinza que recobre um pedaço de mortadela esquecido na geladeira, poeira branca por cima do Cheddar, círculos pequenos e de textura aveludada encontrados nas frutas e aquela penugem que nasce nos copos de geleia.

Mas acredite: O bolor também pode ter um lado bom: o bolor “do bem” pode ser encontrado nos queijos gorgonzola e roquefort e um tipo comum de bolor de pão foi o precursor de uma das maiores descobertas médicas de todos os tempos, a penicilina. Além disso, o bolor tem um papel fundamental na decomposição do lixo orgânico.

Agora você já sabe: tirar a parte mofada dos alimentos não os deixa adequados para serem consumidos!

Se um pão com bolor for examinado no miscroscópio, é assim que será visto. Você acha que podemos comer isso??

PUBLICADO EM: CURIOSIDADES, O CORPO HUMANO, VISITANTE CURIOSO

18 Pessoas que tiveram um dia pior que você

Tendo um mal dia? veja essas imagens…

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Via: filmdrunk.uproxx.com

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Source: youtube.com  /  via: http://Terrorized%20Ginger

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