13 janeiro 2008

Reflexões de um Sexagenário - muito bonito, vale a pena ler

Sua reflexão, porém, era interrompida pela esposa (o que ocorria todos os dias). Precisamente às duas horas da madrugada ela mostrava o relógio e costumava dizer: “Pare de conversar com seus pensamentos. Venha que eu preciso de ti em meus sonhos”. E ele obedecia prontamente e então um sonhava com o outro. O descanso enfim chegava e só assim Cosme parava de se questionar sobre sua importância para todos ao seu redor.

por Reginaldo Correia

continue lendo em
Reflexões de um sexagenário à meia noite

02 janeiro 2008

O amor não acaba. Perde a casca seca e se pinta de vermelho

“Acabou”. Era assim, curto, seco, objetivo, direto, o título do e-mail que recebi de uma amiga muito querida no começo da semana. “Acabou”. Simples assim. Mesmo antes de abrir o mail já sabia do que se tratava. Resolvi esperar mais um pouco, sair da sala e dar uma volta pelo escritório. Preferi adiar um pouco a leitura, porque já sabia o que significava. Lembrei imediatamente da crônica do Paulo Mendes Campos. “Acabou”, em toda sua simplicidade, dizia o mesmo que o texto brilhante do cronista. Em três sílabas, toda uma carga de drama, tristeza, decepção, sentimento de fracasso e solidão. O amor acaba. E, com ele, acabam sonhos. Acabam parcerias, acabam gestos, acabam olhares, acabam sabores. Acabam fins de semana felizes e noites de rock’n’roll. Quando o amor acaba, rompe-se um frágil fio invisível que faz, do eu e do você, um “nós dois”. E cada um volta a ser uma peça solta nesse enorme e disforme quebra-cabeças que é a vida. Em busca de um novo encaixe. Em busca do ajuste perfeito, sem rebarbas nem arestas. Quando o amor acaba, morremos um pouco. De certa maneira, morremos mesmo. Porque deixamos de ser quem nos acostumamos a ser e voltamos a ser o que éramos de verdade. Quando o amor acaba, o relógio muda. O dia começa mais cedo ou mais tarde, nunca na mesma hora. A noite fica mais longa ou mais curta, mas nunca a lua brilha durante o mesmo tempo de antes. Quando o amor acaba, muda a cor do sorriso. Quando o amor acaba muda a cor dos olhos. Quando o amor acaba, baixa o tom da nossa voz. ”Acabou”. E assim, pensando no que acaba junto com o amor, abri o e-mail. E, lendo o que ela me contava, pensei que o amor deles, daquele casalzinho perfeito que sorria para mim na foto guardada em um e-mail anterior, na verdade acabou muito antes do que eles pensam. O amor acaba bem antes que a gente se dê conta. O amor acaba numa valsa recusada, o amor acaba e vai embora pendurado no biquíni cor-de-rosa da menina que passa, o amor acaba no silêncio maior que o regulamentar após a pergunta doce, o amor acaba no celular que treme na hora errada, o amor acaba na cama não desarrumada do sábado de madrugada, o amor acaba no cabelo penteadinho, não desalinhado pelos dedos do ser amado. E, quando a gente diz “acabou”, na verdade é como se a gente tivesse, apenas, ido ao IML reconhecer o corpo do amor morto uma semana, um mês, um ano atrás. A gente diz “acabou” quando já sabia que vivo ele não estava, mas na vã esperança do ressuscitar preferiu sorrir uns dias a mais sem nenhuma vontade, decidiu andar de mãos dadas, mas vestidas com as luvas da esperança, decidiu rodopiar pelo salão quando o que rodopiava era o pensamento.”Acabou” é, apenas, o sinal que o cérebro envia ao coração dizendo que ele está batendo no compasso errado e atravessando o samba da alegria que é amar em harmonia. Minha amiga, muito querida, se diz triste. O amor que acaba é mesmo triste. Mas sejamos, sempre, otimistas, minha querida. Acreditemos que o que acaba é “um” amor. “O” amor não acaba. Transmuta. Perde a casca velha e seca e se pinta de vermelho. Se fecha no casulo do peito e, lá na frente, se faz borboleta. E, em um dia qualquer de janeiro, fevereiro ou dezembro, ou março ou abril, em um dia chuvoso ou quente, frio ou colorido, sob o arranha-céu ou o arco-íris, essa borboleta vai fazer ventar no seu estômago, fazer cócegas na língua e derreter o gelo ao sul do seu Equador particular. E nesse dia, amiga querida, você vai me mandar um outro e-mail e o título, escrito em letras coloridas de verde e rosa, ou em vermelho verde e branco, vai ser tão curto quanto o que você me mandou outro dia. Mas vai dizer assim: “começou”.

Fonte : André Gonçalves

O amor não acaba. Perde a casca seca e se pinta de vermelho

“Acabou”. Era assim, curto, seco, objetivo, direto, o título do e-mail que recebi de uma amiga muito querida no começo da semana. “Acabou”. Simples assim. Mesmo antes de abrir o mail já sabia do que se tratava. Resolvi esperar mais um pouco, sair da sala e dar uma volta pelo escritório. Preferi adiar um pouco a leitura, porque já sabia o que significava. Lembrei imediatamente da crônica do Paulo Mendes Campos. “Acabou”, em toda sua simplicidade, dizia o mesmo que o texto brilhante do cronista. Em três sílabas, toda uma carga de drama, tristeza, decepção, sentimento de fracasso e solidão. O amor acaba. E, com ele, acabam sonhos. Acabam parcerias, acabam gestos, acabam olhares, acabam sabores. Acabam fins de semana felizes e noites de rock’n’roll. Quando o amor acaba, rompe-se um frágil fio invisível que faz, do eu e do você, um “nós dois”. E cada um volta a ser uma peça solta nesse enorme e disforme quebra-cabeças que é a vida. Em busca de um novo encaixe. Em busca do ajuste perfeito, sem rebarbas nem arestas. Quando o amor acaba, morremos um pouco. De certa maneira, morremos mesmo. Porque deixamos de ser quem nos acostumamos a ser e voltamos a ser o que éramos de verdade. Quando o amor acaba, o relógio muda. O dia começa mais cedo ou mais tarde, nunca na mesma hora. A noite fica mais longa ou mais curta, mas nunca a lua brilha durante o mesmo tempo de antes. Quando o amor acaba, muda a cor do sorriso. Quando o amor acaba muda a cor dos olhos. Quando o amor acaba, baixa o tom da nossa voz. ”Acabou”. E assim, pensando no que acaba junto com o amor, abri o e-mail. E, lendo o que ela me contava, pensei que o amor deles, daquele casalzinho perfeito que sorria para mim na foto guardada em um e-mail anterior, na verdade acabou muito antes do que eles pensam. O amor acaba bem antes que a gente se dê conta. O amor acaba numa valsa recusada, o amor acaba e vai embora pendurado no biquíni cor-de-rosa da menina que passa, o amor acaba no silêncio maior que o regulamentar após a pergunta doce, o amor acaba no celular que treme na hora errada, o amor acaba na cama não desarrumada do sábado de madrugada, o amor acaba no cabelo penteadinho, não desalinhado pelos dedos do ser amado. E, quando a gente diz “acabou”, na verdade é como se a gente tivesse, apenas, ido ao IML reconhecer o corpo do amor morto uma semana, um mês, um ano atrás. A gente diz “acabou” quando já sabia que vivo ele não estava, mas na vã esperança do ressuscitar preferiu sorrir uns dias a mais sem nenhuma vontade, decidiu andar de mãos dadas, mas vestidas com as luvas da esperança, decidiu rodopiar pelo salão quando o que rodopiava era o pensamento.”Acabou” é, apenas, o sinal que o cérebro envia ao coração dizendo que ele está batendo no compasso errado e atravessando o samba da alegria que é amar em harmonia. Minha amiga, muito querida, se diz triste. O amor que acaba é mesmo triste. Mas sejamos, sempre, otimistas, minha querida. Acreditemos que o que acaba é “um” amor. “O” amor não acaba. Transmuta. Perde a casca velha e seca e se pinta de vermelho. Se fecha no casulo do peito e, lá na frente, se faz borboleta. E, em um dia qualquer de janeiro, fevereiro ou dezembro, ou março ou abril, em um dia chuvoso ou quente, frio ou colorido, sob o arranha-céu ou o arco-íris, essa borboleta vai fazer ventar no seu estômago, fazer cócegas na língua e derreter o gelo ao sul do seu Equador particular. E nesse dia, amiga querida, você vai me mandar um outro e-mail e o título, escrito em letras coloridas de verde e rosa, ou em vermelho verde e branco, vai ser tão curto quanto o que você me mandou outro dia. Mas vai dizer assim: “começou”.

Os Cisnes e o Caçador - Lendas do Japão

A muito muito tempo no Japão,
Existiu um caçador que estava à espreita de um lago observando dois cisnes que nadavam juntos sossegadamente.
Como o caçador não havia conseguido nenhuma caça ainda decidiu abater um dos cisnes, e assim o fez.
Com seu arco e flecha, acertou uma flecha em um dos cisnes que morreu sofrendo.
Quando ele recolheu o cisne notou que o outro cisne se aproximou da margem do lago, justo onde ele estava e
O encarou nos olhos, e a cisne para espanto do caçador, começou a falar
- Por que fizeste isso? Estávamos aqui nós dois a viver nosso amor, sem ninguém a nos perturbar, me incomodamos ninguém
Mas você veio e matou o amor de minha vida. Tome isso é para você, conseguiu seu premio em dobro.
E a cisne abriu o próprio peito com o bico e morreu ali na frente do caçador.
O caçador chocado e arrependido destruiu suas armas, enterrou o casal de cisnes no local e erigiu um monumento a eles,
deixou de lado sua vida de caçador e se tornou monge num mosteiro.

01 janeiro 2008

RAZÃO, ESTAÇÃO OU VIDA INTEIRA

Dizem que as pessoas entram em nossa vida por uma “Razão”, uma “Estação” ou uma “Vida Inteira “ .Quando percebemos qual deles é, vamos saber o que fazer com cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma “Razão”...
É geralmente para suprir uma necessidade que se demonstrou. Eles vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente.
Eles poderão parecer como uma dádiva de Deus, e eles são!
Eles estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá.
Então, sem nenhuma atitude errada da sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar esta relação a um fim.
Às vezes essas pessoas morrem.
Às vezes elas simplesmente se vão.
Às vezes elas agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho deles feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma “Estação” ,
é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender.
Eles trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Eles poderão ensinar-lhe algo que você nunca fez. Eles geralmente te dão uma quantidade enorme de prazer. Acredite! É real! Mas somente por uma “Estação” .

Relacionamentos de uma “Vida Inteira
te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.

É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente...

28 dezembro 2007

P.S. Eu Te Amo


Uma jovem viúva recebe cartas deixadas pelo marido para fazê-la superar a perda. Dirigido por Richard LaGravenese, com Hilary Swank (ganhadora do Oscar), Gerard Butler, Lisa Kudrow, Harry Connick Jr. e Kathy Bates.

24 dezembro 2007

Saudade - Miguel Falabella - publicado no jornal O Globo

" Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de
muito grave, para sentirmos tanta saudade..." -

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo
no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé,
doem.Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do
gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade. Saudade da
gente mesmo, que o tempo não perdoa.

Doem essas saudades todas. Mas a
saudade mais dolorida é a saudade de quem
se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.

Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia
ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.

Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo,
mas sabiam-se amanhã.

Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma
saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.

Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia.

Não saber se ele foi na consulta com o
dermatologista como prometeu.

Não saber se ela tem comido bem por causa daquela
mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas
de inglês, se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial,
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua
preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco,
se ele continua sorrindo

com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando
daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando
tão bem, se ela continua detestando o MC Donald's,
se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo! Não saber o que fazer com os dias
que ficaram mais compridos, não saber como encontrar
tarefas que he cessem o pensamento, não saber como
frear as lágrimas diante de uma música, não saber como
vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.

É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a
todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está
mais magro, se ela esta mais bela. Saudade é nunca mais
saber de quem se ama, e ainda assim doer.

Saudade é isso que senti enquanto
estive escrevendo e o que você, provavelmente, está
sentindo agora depois que acabou de ler...

15 dezembro 2007

Mosca na Sopa ou Caruncho (literalmente)



Sopas testadas comprovam: melhor mesmo é a caseira

A PRO TESTE analisou 12 sopas desidratadas. Foram encontradas alta concentração de sal e glutamatos e uma marca ainda apresentou 22 fragmentos de insetos. O resultado da análise é que se o consumidor tiver tempo disponível para cozinhar, deve preparar a própria sopa. Assim, aproveita melhor os nutrientes dos alimentos, evita o consumo de aditivos, não fica sujeito a microorganismos e ainda pode moderar o sal.

Foram avaliadas as sopas chamadas de "sopão" ou "canjão" dos sabores de carne bovina ou frango, com adição de legumes, arroz ou macarrão das marcas : Arisco, Extra, Jurema, Qualimax, Knorr, Arisco, Maggi, Extra e Kitano.

Em todas as sopas havia mais de 2 g de sal por porção. O recomendável para viver saudavelmente são 3 gramas de sal por dia. O valor encontrado é muito alto para um prato que é apenas um complemento alimentar, ainda mais sabendo que a pessoa pode e deve consumir outros produtos com sal.

O glutamato incluído entre os aromatizantes para intensificar o sabor da carne, apesar de permitido pela legislação, é considerado um problema pela Pro Teste. A Maggi sabor carne por exemplo, tinha 32 gramas de glutamato em cada quilo do produto, um valor exageradamente alto.

A Knorr carne e a Qualimax galinha continham 31 gramas por quilo. Os números indicam que os fabricantes estão abusando desse aditivo para intensificar o sabor ou mascarar a má qualidade dos ingredientes usados. Foram detectados insetos em todas as marcas, com exceção da Kitano sabor galinha.
Já a kitano sabor carne chegou a ter 22 fragmentos de insetos em um único pacote. A legislação permite a presença de insetos até determinado percentual, mas a presença deles apesar de não fazer mal à saúde não pode ser ignorada, pois indica falta de qualidade. Os fragmentos encontrados foram de carunchos, pragas características de farinhas ou grãos de trigo, arroz, milho e cereais em geral.

A PRO TESTE orienta que a sopa de pacote deve ser encarada como um complemento alimentar, pois não fornece nem 20% das quilocalorias recomendadas para uma refeição principal. Na análise dos rótulos, nenhuma marca apresentava data de fabricação e, em alguns casos, nem o número de lote.

Apesar dessa falha, os testes comprovaram a presença de carne e frango, conforme anunciado nas embalagens. As proteínas analisadas encontravam-se em condições satisfatórias, não apresentando sinal de degradação.

fonte: novohamburgo.org

27 outubro 2007

25 frases que você nunca ouvirá de um homem

É fato que nem todos os homens são iguais e uma coisa é certa:
homens e mulheres têm pensamentos e atitudes, na maioria das vezes, diferentes. Em muitas situações, o que elas odeiam que eles façam é exatamente o que acontece. Aquilo que elas gostariam de ouvir com freqüência é o que dificilmente (ou nunca) escutam de seus parceiros.

Aqui seguem algumas frases que demonstram um pouco a "guerra" entre homens e mulheres. Apesar de serem palavras que a maioria das mulheres gostaria de escutar, provavelmente nunca serão pronunciadas de um homem para uma mulher.

1. Já que eu estou em pé, quer alguma coisa?
Com o passar do tempo, as pessoas costumam acreditar que já conquistaram umas as outras e que gentilezas como abrir a porta do carro, levar café da manhã na cama ou pegar uma bebida ficam em segundo plano.

2. Você parece triste. Quer conversar?
Quando uma mulher está abatida o parceiro até pode perceber essa mudança, mas geralmente nesses casos quem costuma assumir o papel de ouvir as lamentações femininas é a melhor amiga e não o namorado ou marido.

3. Por que a gente não vai no shopping e você escolhe alguns sapatos novos?
Qual é o homem que agüenta a indecisão de uma mulher ao andar por horas e horas em um shopping em busca de sapatos, roupas e até mesmo acessórios novos?

4. Acho que precisamos discutir nossa relação
As mulheres é que costumam chamar seus parceiros para a famosa DR (discussão de relação). Os homens não são muito de falar. Para eles, as atitudes valem mais do que as palavras.

5. Sexo não é importante. Vamos ficar apenas conversando
Os homens adoram de sexo. Eles dificilmente trocariam a oportunidade de ter um momento a dois com alguém por uma simples conversa.

6. Antonio Banderas e Brad Pitt? A gente precisa ver esse filme!
Dificilmente um homem gostaria de assistir a um filme pelo simples fato de ter dois atores famosos e consagrados como Banderas e Brad Pitt. Os homens estão muito mais interessados em filmes que tenham lutas, ação e um enredo diferente.

7. Quer ajuda para escolher os sapatos?
Um homem querendo dar palpite no sapato ou roupa da mulher por outro motivo que não seja o ciúme do tamanho curto da sua saia? Bem difícil de acontecer.

8. Você está com dor de cabeça? Deixa que eu pego um remédio para você e faço uma massagem para relaxar
A idéia de pegar um remédio nem é tão absurda assim, agora com uma massagem a tiracolo, só mesmo o homem dos sonhos.

9. Eu não sei o caminho. Vamos parar e perguntar
O homem prefere rodar uma hora a mais do que o necessário a ter de parar e perguntar para alguém onde fica um certo lugar, talvez com medo de que isso afete o senso de direção que eles querem demonstrar para as mulheres. Podem perguntar sem problemas, as mulheres continuarão amando vocês mesmo assim.

10. Eu seguro sua bolsa enquanto você experimenta outra roupa
Um homem incentivando uma mulher a gastar mais? Só pode ser fruto da imaginação feminina. Agora, é preciso reconhecer que o cavalheirismo ainda não saiu de moda e é possível ver com certa freqüência homens carregando objetos para as mulheres, para poupá-las de fazerem esforços.

11. Esse vestido ficou bom, mas por que você não experimenta mais alguns?
Será que existe algum homem que não reclama de uma mulher que demora duas horas para se arrumar? E, além disso, ainda incentive que ela demore mais ainda escolhendo outra roupa?

12. Aquela mulher tem os seios muito grandes
Raridade nº 1: os homens não acham ruim mulheres com seios grandes.
Raridade nº 2: se ele percebeu que o seio da mulher é grande, no mínimo ele falaria que ela é uma "gostosa" e não reclamaria para você.

13. Você cortou o cabelo?
Não tem nada que dê mais raiva do que gastar rios de dinheiro no salão de beleza e o seu parceiro nem mesmo perceber que você deu uma mudada no visual. Perceber que uma mulher cortou o cabelo é coisa rara entre os homens, a não ser em casos extremos em que o cabelo antigo era na cintura e ela de repente resolveu cortar curtinho.

14. Esta noite quero te dar tudo o que você merece. Vamos ao restaurante mais caro da cidade
Quando um homem fala que vai dar à mulher tudo o que ela merece a primeira coisa que vem à mente é algo com relação ao sexo e não um jantar no restaurante mais caro da cidade.

15. Deixa que eu lavo a louça. Hoje é domingo e você merece descansar
O seu amado pode realmente perceber que você está cansada e merece descansar, mas certamente ele não iria querer lavar a louça para você em pleno domingo, que é dia de assistir ao jogo de futebol do time dele.

16. Querida, telefone para você. É o seu melhor amigo
É normal que os homens sintam ciúme do melhor amigo de uma mulher. Então, por mais que ele goste do seu melhor amigo não vai ficar 100% feliz quando ele ligar para você.

17. Eu acho a Sabrina Sato tão artificial
Para os homens tanto faz se o seio de uma mulher é silicone ou não, se ela fez plástica no nariz. Para eles, o que importa é o conjunto ter um resultado final bonito. Por isso não se preocupe em dar uma ajuda à genética se você estiver insatisfeita com você mesma.

18. Prefiro ficar com você. Só vou ao bar se você for
Preferir ficar com você a ir para o bar não é nada impossível para um homem. Mas, que eles adoram a oportunidade de ficarem sozinhos com os amigos para falarem de futebol, mulheres e dos novos softwares, isso é preciso admitir.

19. Você vai marcar horário para fazer as unhas? Veja se tem um para mim também, por favor
Seu parceiro pode não se importar (e inclusive gostar) que você fique horas no salão para ficar linda e maravilhosa para ele. Entretanto, querer que ele te acompanhe nesta maratona de beleza é exigir demais do seu amado.

20. Já coloquei a roupa suja na máquina
Os homens podem estar dispostos a ajudar suas parceiras, porém, lavar roupa não é uma das atividades preferidas deles.

21. O seu sapato não está combinando com a sua bolsa
A não ser que você faça combinações muito ousadas como uma bolsa vermelha e um sapato azul com bolinhas amarelas, dificilmente o seu querido fará comentários sobre essa parte da sua produção.

22. Não compre na primeira loja, vamos andar mais um pouco para você escolher melhor
A paciência na hora das compras de uma mulher não é um dos atributos mais fortes de um homem.

23. Acho que a empregada deixou poeira em cima da geladeira
Imagine a cena: o seu marido chegando do trabalho e a primeira coisa que ele se prontifica a fazer é ir até a cozinha, passar o dedo em cima da geladeira e verificar que a empregada não limpou da maneira correta. Será que isso combina com o seu dia-a-dia?

24. Vou reclamar com o vizinho dessa história de a mulher dele ficar só de calcinha na janela
Admitir que ele já viu a vizinha de calcinha na janela pode causar confusão com você e com o marido dela. Por isso, nessas situações ele vai preferir ficar na dele e não se meter na situação.

25. Amor, por que você não está enroscando os seus pés nos meus hoje?
Para ele seria uma maravilha que você esquecesse desse hábito e o deixasse dormir sem que ele acordasse de repente com um susto no meio da noite.

Fonte: Mulher Terra

Segredos de Confessionário

- Padre, eu pequei. Fui seduzido por uma mulher casada que se diz séria
- És tu, Juquinha?
- Sim, Sr. Padre, sou eu.
- E com quem estivestes tu?
- Padre, eu já disse o meu pecado... ela que confesse o dela.
- Repara, mais tarde ou mais cedo eu vou saber, assim é melhor que me
digas agora. Foi a Isabel Fonseca?
- Os meus lábios estão selados.
- A Maria Gomes?
- Por mim, jamais o saberá...
- Ah! A Maria José?
- Não direi nunca!!!
- A Rosa do Carmo?
- Padre, não insista!!!
- Então foi a Catarina da pastelaria, não?
- Padre, isto não faz sentido....
O Padre rói as unhas desesperado e diz-lhe então:
- És um cabeça dura, Juquinha, mas no fundo do coração admiro a tua
reserva. Vai rezar vinte Pais-Nossos e dez Ave-Marias... Vai com
Deus,meu filho...
Juquinha sai do confessionário e vai para os bancos da igreja. O seu
amigo Pedrinho desliza para junto dele e sussurra-lhe:
- E então? Conseguiu?
- Sim. Tenho cinco nomes de mulheres casadas que dão para todo mundo!!!

Madonna - Jump

Eita Vidão

Entrevista...
Qual o seu nome?
-Sévérino.
- Qual a sua profissão?
- Sou Sem-terra.
- Mas... Sem-terra é profissão?
- Há bem mais de um ano.
- É rentável?
- Não tenho o que reclamar: não se paga imposto, não há relógio-ponto e nem patrão pra chatear.
- E o que você faz no seu trabalho?
-Armo esta tenda de plástico preto, onde finjo que vivo nas terras dos outros.
-Dou entrevistas e sento no banquinho, com cara de agricultor frustrado, o dia todo.
- E a comida?
- Ganho seguro-comida.
- E a roupa?
- Ganho seguro-roupa.
- E remédios?
- Ganho seguro-médico.
- Tem família?
- Claro!
- E como a sustenta?
- Renda mínima, bolsa-escola, auxílio-gás, vale-transporte, fome zero,seguro-gravidez, seguro-filho, seguro-pobreza, seguro-escola.
- Mas, o que você que pretende?
- Meus direitos trabalhistas.
Direitos trabalhistas?
- Como assim?
- FGTS, INSS, décimo terceiro, seguro-desemprego, férias remuneradas e carteira assinada.
- E depois?
- Ora, aposentadoria por invalidez! Sabe, sentar neste banquinho, de pernas cruzadas, com cara de infelicidade, desgasta a espinhela. Tem gente aqui que, após 5 anos, de tanto ficar sentado, virou um bagaço.
- - É uma profissão sacrificante?
- Sem dúvida alguma!
- Algum recado?
- Ah, sim. Às autoridades e às comissões de direitos humanos: queremos computador e um colchão de espuma na cama.
- Como?
- Queremos aparelho de som, DVD, forno microondas, ar condicionado e televisão.
- Algum outro recado?
- É. Aos otários, quero dizer, aos contribuintes: continuem trabalhando,pagando seus impostos e nos sustentando com seus salários.
- Algum recado?
- Ah, sim. Às autoridades e às comissões de direitos humanos: queremos computador e um colchão de espuma na cama.
- Como?
- Queremos aparelho de som, DVD, forno microondas, ar condicionado e televisão.
- Algum outro recado?
- É. Aos otários, quero dizer, aos contribuintes: continuem trabalhando,pagando seus impostos e nos sustentando com seus salários.

Saiba direitinho como irritar cada signo

ARIES: Fale com eles dando uma enorme pausa entre as palavras. Não
deixe que eles falem, ou, se falarem, corte pelo meio.

TOURO: Gaste o dinheiro deles, peça para dar uma dentada no seu
sanduíche ou na sua maçã, desperdice seu material, não devolva suas coisas.

GÊMEOS: Aborreça-os com lágrimas e longos monólogos sobre sua vida
emocional. Não converse com eles, em absoluto.

CÂNCER: Insulte suas mães (com classe, é claro).Critique suas casas.
Advirta-os de que eles podem perder o emprego. Diga que aquela foto de
família pendurada na sala é brega e confunda o retrato da
"vovozinha querida" com o Mike Tyson.

LEÃO: Ignore-os. Esqueça o nome deles e pergunte "Qual é mesmo o seu
nome?". Em público, não os apresente às pessoas importantes.

VIRGEM: Choramingue bastante. Desarrume sua casa, atrapalhe sua
programação, esqueça de atarraxar a pasta de dente. Diante do armário do
banheiro, indague: "para que tanto remédio?".

LIBRA: Diga bastante - "Isso é com você, decida logo!". Leve-os a
locais feios. Aja de forma grosseira em público, tire melecas, arrote,
fale palavrões, vire cerveja na mesa, chame o garçom pelo nome.

ESCORPIÃO: Faça perguntas pessoais. Saiba muito sobre eles e dê a
entender. Obtenha mais sucesso do que eles e se vanglorie. Repita
sempre: -"Isso não é da sua conta!"

SAGITÁRIO: Dê a eles bastantes responsabilidades. Coloque realismo na
sua filosofia. Nunca ria das piadas deles. Não tope nenhuma aventura ou
quebra de rotina e esteja sempre de mau-humor.

CAPRICÓRNIO: Organize tudo para que se sintam inúteis. Lembre-os de
sua baixa posição social. Embarace-os em público: faça escândalos, berre
com eles. Deixe-os esperando, nunca chegue na hora marcada.

AQUÁRIO: Torne-se pessoal e íntimo. Ao encontrá-los, dê um longo
abraço e fique apertando-o contra o peito, emocionado, lacrimejante.
Insista para que eles liguem várias vezes por dia para posicioná-los de
seus movimentos.

PEIXES: Diga para agarrarem-se a si mesmos e esquecerem dos outros.
Marque encontrocom eles em locais brilhantes, barulhentos,
superpovoados. Deixe-os falando sem parar e no fim diga que não entendeu
nada

13 outubro 2007

Anywhere - Evanescence - Xena e Gabrielle


Tradução - Qualquer Lugar

Querido amor, você não queria estar comigo?
E, querido amor, você não desejava ser livre?
Eu não posso continuar fingindo que nem te conheço
e que em uma doce noite você é só meu.
Pegue minha mão.
(Refrão):
Nós estamos partindo daqui esta noite.
Não há motivo para contar para os outros,
eles apenas nos atrasam.
Então, pela luz do dia,
nós estaremos à meio caminho para qualquer lugar,
onde o amor é mais que apenas o seu nome.
Eu sonhei com um lugar para você e eu.
Ninguém sabe quem somos lá.
Tudo o que eu quero é dar minha vida apenas a você.
Eu sonhei por muito tempo, não posso mais sonhar.
Vamos fugir, te levarei lá.
(Refrão)
Esqueça essa vida,
venha comigo.
Não olhe para trás, você está a salvo agora.
Destranque seu coração,
abaixe a guarda.
Não há mais ninguém para te parar.

Dez coisas que levei anos para aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.(Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha )

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

Por Luis Fernando Verissimo

12 outubro 2007

Fábula da galinha na terra da tributação e da solidariedade

Qualquer semelhança com nosso país não é mera coincidencia

por Júlio César Zanluca

Era uma vez uma galinha que encontrou alguns grãos de trigo no
quintal. Chamou a vaca, o porco, o pato e o cão, para ajudar a
plantá-los.

"Eu não", a vaca mugiu.

"Nem eu", grunhiu o porco.

"Deixa para lá", grasnou o pato.

"Tô fora!", latiu o cão.

A galinha, então, plantou o trigo, sozinha. Assim que estava próxima a
colheita, voltou a convocar os amimais para colhê-lo. Teve as
seguintes respostas:

"Não recebi treino para fazer estas coisas!" (vaca)

"Quem, eu? Trabalho me cansa!" (porco)

"Estou de férias" (pato)

"Serviço pesado não é comigo!" (cão)

Não houve jeito de convencer a bicharada a colaborar, de forma que a
galinha teve que colher o trigo sozinha.

Chegou a hora de assar o pão com o trigo colhido. "Quem vai me
ajudar?", foi a pergunta da galinha, diante da qual obteve as
seguintes evasivas:

"Estou no seguro desemprego, e por isso não preciso trabalhar" (vaca)

"Está muito quente, deixa isto para um dia mais frio!" (porco)

"Ei, você tem que me pagar hora extra, senão não faço!" (pato)

"Se eu trabalhar e aumentar minha renda, perco a bolsa-ração, eu
preciso dela!" (cão)

Então a galinha assou o trigo e obteve 5 pães como resultado.
Satisfeita, mostrou-as à bicharada.

Todos exigiram uma parte, mas a galinha prontamente cacarejou: "Não!
Fiz todo o trabalho sozinha! Eu é que devo consumir estes pães, e não
vocês!". Como resultado, recebeu vários impropérios, entre os quais:

"Sua verme burguesa!" (vaca)

"Exijo direitos iguais!" (porco)

"Que falta de solidariedade, sua...!" (pato)

"Gananciosa, capitalista, exploradora!" (cão)

Houve alvoroço, protestos, discursos contra a atitude da galinha. Logo
chega um funcionário do governo e exige da galinha os vários impostos
sobre a produção do pão.

Diante de tamanha pressão, a galinha alegou que trabalhara sozinha, e
que ninguém a ajudara, nem o governo, nem a bicharada; portanto, tinha
direito a dispor do pão como bem entendesse.

O funcionário do governo chamou então a polícia e falou: "você se
arriscou a produzir, pelas nossas leis, você deve pagar os impostos e
os trabalhadores produtivos devem dividir os lucros com todos, para a
paz e a justiça social".

Desta forma, 2 pães foram entregues ao governo, como pagamento de
impostos, e os 3 pães que restaram foram divididos em fatias e
distribuídos em partes entre a bicharada.

Todos comeram e se fartaram, achando muito justas as leis do país da
tributação e da solidariedade. Porém, a bicharada não entendeu porque,
nunca mais, a galinha voltou a fazer pão...
Julio César Zanluca é contabilista e coordenador técnico do site
Portal Tributário.
A mulher recebe o amante em casa enquanto o marido trabalha.
Seu filho de nove anos chega da escola mais cedo, vê os dois juntos e se esconde no armário do quarto para espiar. >
O marido também volta para casa inesperadamente e a mulher resolve esconder o amante no armário, sem perceber que o filho já estava lá.
O menininho diz: - Tá escuro aqui... O amante responde -
É... Tá mesmo...
Menino - Eu tenho uma bola de beisebol.
Amante - Legal...
Menino - Quer comprar?
Amante - Não, obrigado...
Menino - Meu pai está lá fora.
Amante - Ok, quanto?
Menino - Duzentos reais...
Algumas semanas depois, lá estão o garoto e o amante presos no armário
novamente.
Menino - Tá escuro aqui.
Amante -
É... Tá mesmo...
Menino - Eu tenho uma luva de beisebol.
O amante, se lembrando da última vez, pergunta ao garoto:
Quanto é?
O Menino - Setecentos reais.
Amante - Feito!
Dias depois, o pai diz ao garoto:
- Pegue a sua luva e a sua bola de beisebol, vamos lá no quintal para eu
e ensinar como se joga.
O menino responde: - Não posso, vendi a luva e a bola...
O pai pergunta:
"Por quanto você vendeu?"
- Novecentos reais, responde o menino.
O pai, horrorizado, diz ao menino que isso não se faz. Cobrar tanto de seus amiguinhos, por coisas que custam barato e leva o filho à igreja para que se confesse com o padre.
Chegando lá, o pai leva o menino ao confessionário e fecha a porta.
O menino diz: - Tá escuro aqui...
O padre responde: - Nem vem! Eu não vou comprar mais porra nenhuma!!!

Criança-prodígio vira testadora da Actel






Um garoto de apenas 8 anos de idade é o testador oficial da Actel. Carson Page já sabia instalar sistemas operacionais e consertar problemas de drivers aos 4 anos. Aos 7, ele já programava circuitos com softwares da Actel. Agora aos 8, como testador da empresa, ele é especialista em encontrar bugs nos softwares. Para o último trabalho, Carson recebeu um certificado de US$ 250 na loja Fry's Electronics, usado para comprar um
MP3 player, dois jogos de computador e um microfone para usar com o Skype.
O site Statesman.com traz matéria com perfil e foto do menino.
Leia o artigo do Statesman.com:
http://www.statesman.com/news/content/news/stories/local/10/04/1004whiz.html

Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi.

Repasso esta belíssima carta de uma mãe.

Carta aberta para Renato Aragão, o nosso Didi.

Quinta, 23 de agosto de 2007.

Querido Didi,
há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que
comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de
ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por
eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te
escrever uma resposta.

Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos
que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre
esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo
a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de
texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno
as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu
já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da
família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz
supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.
Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a
educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos
impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na
escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito,
meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria
existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está
acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não tem a educação como
prioridade. O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma
idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e
oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte
centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?

Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto
simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser
endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do
cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para
melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que
as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você
Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha
família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação
mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te
garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.
Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou
precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para
nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os
meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só
escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona
para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer
escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam
desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele
priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças
Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...

Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada: vou
rasgá-la antes de abrir.